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CADERNOS DE ABRIL DE 2016

CRÓNICAS DA ASCENSÃO

 Omraam Mikhaël Aïvanhov

Crónicas dos Melquisedeques – O Masculino Sagrado

 

Bem, caros amigos, estou extremamente contente por vos reencontrar.

Permitam-me, primeiramente, apresentar-vos as minhas homenagens e todas as bênçãos pela vossa assiduidade à Luz, é claro, não, unicamente, às nossas Presenças, não, unicamente, a si mesmos, mas ao que nós todos somos.

Então, hoje, eu não virei para responder a questões, mas vamos, de qualquer forma, questionar-nos juntos, se quiserem, e praticar, nestas crónicas da Ascensão, se o posso dizer agora, tudo o que pode acontecer-nos na graça e na fluidez, concernente a este período magnífico, ou detestável, para outros, que vocês já estão vivendo desde o início deste ano, de facto, desde a data de vencimento, não é?, que havia sido dada no ano passado.

Então, primeiramente, alguns elementos importantes para vocês, durante este período.

De maneira geral, estejam absolutamente certos de que tudo o que pode desenrolar-se – e que escapa à vossa compreensão – quer seja nos mecanismos interiores que vocês vivem, quer seja em todos os aspetos visíveis neste mundo, tanto na vossa vida como de uma maneira muito mais geral, apenas traduz o ajuste – a conclusão do ajuste, mais precisamente – da Luz neste mundo e, portanto, não mais os preparativos, mas, realmente, a concretização de tudo o que vos foi, como dizer..., desvendado, revelado há algum tempo.

Vamos, então, se quiserem, começar a ver um pouco o que se desenrola em cada um, em diferentes níveis, é claro, mas, também, na superfície deste mundo.

Tudo isto atualmente, e a acuidade que se está produzindo, ao nível dos Elementos, apenas traduz a atividade do que foi nomeado de diferentes modos, pelas diferentes pessoas que vos vieram ver de onde nós estamos, quer vocês chamem de os quatro Cavaleiros do Apocalipse, os Elementos, a fusão dos Éteres, e a adequação total da retidão da Luz na qual participa, desde o período da Páscoa – é tudo recente, não é? – o ajuste, em vocês, do que foi nomeado o masculino sagrado.

Nós não estamos em algo de complementar, se o posso dizer, em relação ao feminino sagrado, não vejam o masculino sagrado como uma oposição, uma complementaridade ou uma sinergia, se o posso dizer, como o feminino sagrado.

O feminino sagrado decorre, diretamente, do sentido do acolhimento, da fecundidade, em todos os sentidos do termo, que se desenrolou em vocês durante estes anos.

O masculino sagrado, como vocês sabem, a energia masculina, vai do interior para o exterior, mas, aí, não é absolutamente exato dizer isso.

O masculino sagrado é, de algum modo, a retidão da Luz.

Isto foi introduzido com preliminares – por exemplo, quando das últimas conversas, foi feita referência à espontaneidade, à Graça, não mais a ação da Graça, mas o estado de Graça, a Graça da Luz – e tudo o que vocês vivem neste momento, sem qualquer exceção, mesmo que vos possa parecer ligado a uma adversidade, a um mau rapaz, aos illuminati, aos Arcontes, ao Sol ou a não importa o quê, é apenas a tradução, de maneira visível e de maneira perceptível, se o posso dizer, de tudo o que está a acontecer na Terra.

A dificuldade será, é claro, se o posso dizer – em todo o caso, para aqueles de vocês que não vivem a atualização da Graça no seu estado final – deixar desaparecer as últimas revoltas, se o posso dizer, do ego ou da pessoa.

Vocês todos sabem, mesmo que não o vivam, que vocês são bem mais do que essa pessoa, bem mais do que esse corpo, bem mais do que essa vida e bem mais do que esse mundo, é claro, mas, hoje, a Eternidade que se revela, de maneira tangível, aos vossos olhos...

Eu não vou voltar a todos os sinais que anunciei: há anos, nós havíamos falado dos vulcões, nós temos falado, há muito pouco tempo, de Miguel que vinha arar o céu, como ele vos disse, e é exatamente o que se produz.

Os meteoritos, os asteroides, as modificações do céu – que correspondem às modificações que sobrevêm em vocês – são cada vez mais aparentes.

E, é claro, segundo o vosso ponto de vista, segundo vocês estiverem inscritos na pessoa e exclusivamente nessa pessoa, vocês podem experimentar dificuldades para manifestar este masculino sagrado que está ligado, vocês compreenderam, a uma ação do interior para o exterior.

Então, isto pode parecer contraditório com o facto de deixar trabalhar a Luz, de deixar agir a Inteligência da Luz.

Mas a Inteligência da Luz perfurou as camadas isolantes dos vossos diferentes casulos efémeros de Luz.

Hoje, a Existência manifesta-se de inumeráveis modos.

Vocês, talvez, já tenham tido a experiência disso, no curso dos anos passados, na natureza, em sistemas que foram mais ou menos preservados da ação predadora de alguns humanos ou de alguns grupos – vocês podiam reencontrar os povos da natureza, podiam comungar com a natureza – tudo isso, nós vos intimamos a fazer para encontrar a paz.

E disso resulta o quê?

Que certa forma de paz se possa estabelecer no interior de vocês, quer seja a alegria, quer seja a simplicidade, a humildade, a evidência da Graça ou, ainda, a revelação do feminino sagrado e de todas as suas graças.

Hoje, isso requer de vocês deixarem ir a Luz, não mais, unicamente, do exterior para o interior, não mais, unicamente, identificarem-se no Coração do Coração, mas deixarem esse Coração do Coração fazer, eu diria, o seu trabalho, a sua obra, a sua tarefa, se preferirem.

E, para isso, não há vontade a manifestar, de qualquer pessoa, mas, eu diria, bem mais, a acompanhar este movimento.

Este movimento, que vai do interior para o exterior, não é um movimento da pessoa nem de uma energia que se projetaria sobre alguém ou uma situação.

É no apagamento completo, através da espontaneidade, através da humildade, que se vai realizar esta alquimia, como foi explicado, pela última vez, através da Tri-Unidade Arcangélica e da Tri-Unidade Estelar das Estrelas de Maria, ao nível do coração.

Tudo o que foi dito sobre o tetrakihexaedro, sobre o corpo de Existência, entra, hoje, por sua vez, em manifestação neste mundo.

Então, é claro, isto vai traduzir-se, por exemplo, por buracos que aparecem por toda a parte sobre a Terra, mas, também, buracos em vocês, nas estruturas que vos limitavam nesse corpo, na vossa história, nas vossas emoções, nas vossas problemáticas, de tudo o que faz a vida, eu diria, habitual, mesmo sem falar de espiritualidade, enquanto vocês estiverem inscritos entre o nascimento e a morte.

A borboleta, eu posso dizer agora, saiu da crisálida.

Ela seca as suas asas e é tempo, agora, de voar.

Isto quer dizer o quê?

Não é tempo de escapar deste mundo, uma vez que isto se vive aqui, mas é o outro mundo, aquele da Luz, que está, agora, aos vossos olhos, não, unicamente, entre os povos da natureza, não, unicamente, entre os vórtices, não, unicamente, quando vocês estão interiorizados, alinhados ou na Infinita Presença, mas, também, e cada vez mais, a cada minuto da vossa vida.

Se este não for o caso, a Luz vai fazer-vos cócegas até que vocês reconheçam, se o posso dizer, a primazia da Luz.

Isto quer dizer que, mesmo na vida quotidiana, no que vos parece totalmente contrário, eu diria, à Graça, ao feminino sagrado, à espontaneidade, aí também, será necessário que essa Luz – que é o que vocês são e que sai do vosso peito – se manifesta em todas as circunstâncias das vossas vidas.

Isto não recorre a palavras, isto não recorre a uma vontade, isto não recorre ao facto de compreender o que se desenrola, mas, sempre, acompanhar o que se desenrola nas linhas de menor resistência.

A simplicidade, a humildade, a espontaneidade vão, sempre, levar-vos, mesmo que vocês nada compreendam, a viver, eu diria, ou os últimos desvios, ou a realidade e a magia da Graça, em qualquer circunstância que seja e, verdadeiramente, em qualquer circunstância que seja.

E é através deste reconhecimento da Inteligência da Luz, mas que não vem mais de um ser exterior a vocês – mesmo que você reencontre os dragões, os elfos, que você reencontre a alma-irmã ou uma mónada, isso não tem qualquer espécie de importância, porque tudo isso apenas vos remeterá ao Coração do Coração.

É o que acontece, neste momento.

Quer isso passe por um acidente – você quebra alguma coisa – quer passe por não importa o quê, tudo o que está por trás é, unicamente, a ação do Amor e de nada mais, mesmo que o olhar da pessoa – e, sobretudo, que o olhar da vossa pessoa ou do que dela resta – julgue que não seja a Luz.

Isto quer dizer que, agora, no plano estritamente material, independentemente das manifestações de Miguel que, como vocês veem, estão cada vez mais presentes – não, unicamente, na Terra, mas no conjunto do Sistema Solar, através dos diferentes objetos que atravessam o céu profundo, como o céu e a atmosfera – tudo isto visa estabelecer, facilitar o nascimento da nova Terra que, eu vos lembro, já está registado há numerosos anos.

Então, é claro, quando vocês vivem isto por momentos, que vocês não viviam e que esperavam, que vocês viviam permanentemente, isto vai concorrer, se o posso dizer, para realizar, de maneira natural, ajustes, se o posso dizer, que vão dar mais possibilidades de manifestar a Luz, não mais, unicamente, através da vida quotidiana das vossas relações, dos vossos ambientes diversos e variados, mas, também, diretamente.

Vocês vão viver o mecanismo não mais de Fogo do Coração ou da Coroa radiante do coração, ou do Triângulo da nova Tri-Unidade, mas vocês vão constatar que vão iluminar, literalmente, tanto os vossos últimos elementos de sombra, se o posso dizer, ou seja, que não estão suficientemente iluminados em relação ao resto, uma vez que isso faz um gradiente, de algum modo e, quando vocês sentem, quer sejam manifestações físicas, manifestações vibratórias ou manifestações energéticas, ou situações, no sentido mais amplo que vos pareçam não serem da ordem da Luz, parem já de colocar um julgamento sobre um evento.

É preciso acolher, com a mesma graça, tudo o que se pode desenrolar, hoje, mais do que nunca, nas vossas vidas.

É claro, se há um desconforto, qualquer que seja, isso recorre a uma vigilância, não para desencadear rituais de magia ou vos proteger do que quer que seja, mas deixem a Luz mostrar-vos o que ela tem a mostrar-vos, para que o masculino sagrado – que decorre do feminino sagrado que vem primeiro – vos dê a viver o fortalecimento da Luz e o fortalecimento da Verdade, que decorre ou da dissolução da alma ou da reversão da alma para o Espírito, ou da revelação do Espírito.

O que quer dizer, por exemplo, o que foi chamado de carismas, nas escrituras sagradas, o falar em línguas, tudo isso é a espontaneidade, é a vacuidade interior que permite a plenitude em manifestação, aqui mesmo, aí onde vocês estão, da potência do Amor da Luz ou da potência da Luz no Amor.

E isto vai desencadear o quê?

Isto vai desencadear um aumento da paz.

A paz e a alegria interiores serão predominantes, ou seja, qualquer que seja a situação que vocês vivam, mesmo que estejam, eu diria, numa forma de contrariedade ou, mesmo, de desesperança, lembrem-se de que o Espírito do Sol, o Coro dos Anjos e todos nós, nós estamos em vocês e pedimos apenas uma coisa: manifestar-nos.

Não para vos dar, ainda, ensinamentos, mas para viver o ensinamento da própria Luz, que não tem necessidade de qualquer pessoa, de qualquer entidade, de onde quer que ela venha.

É isto a vacuidade e o masculino sagrado.

É a ação que é empreendida pela graça do feminino sagrado que despertou no vosso coração, no Coração do Coração, e que, agora, entra, realmente, em manifestação, perceptível para muitos de vocês.

O mais difícil, é claro, é quando a Luz vos fulmina, através de um evento, por exemplo, um acidente ou uma perda de alguém ou de alguma coisa, de ter não a energia, não a força, não a vontade, mas a inteligência real de deixar trabalhar a Luz.

Eu já havia evocado isso, em parte, concernente à auto-cura, que estava voltada para vocês mesmos.

Mas, aqui, agora, não está mais voltada, unicamente, para vocês mesmos, isto entra em manifestação, e é perceptível por todos os sentidos, é perceptível, mesmo, pela análise intelectual, a análise mental, a partir do instante em que, no momento em que vocês vivam algo, qualquer que seja essa coisa, vocês deixem, primeiro, as coisas produzirem-se.

É claro, há situações ou coisas que se produzem que vão levar a colocar, eu diria, actos – quer seja ao nível das palavras, ao nível da justiça, ao nível das definições – mas lembrem-se de que não são vocês que decidem.

O que quer dizer, eu vou tomar alguns exemplos para vos permitir aproximar, eu diria, um pouco melhor as coisas.

Porque, aqui, é muito prático, hein?, isto recorre às Coroas radiantes, à resposta do coração ou à percepção dos seres da natureza ou, mesmo, das nossas Presenças ou dos Arcanjos, isto vai bem além: é estar disponível.

A disponibilidade para a Luz, vocês a viveram pelo apelo da Luz, que vos chamou, alguns, durante estes anos, eu diria, a perder, por vezes, o fio da vossa vida habitual e a perder o próprio fio dos vossos pensamentos habituais, o que vos deu, por vezes, situações cómicas, e, em outros casos, situações mais inquietantes, se o posso dizer.

Mas, através de tudo isso, hoje, é-vos mostrada a evidência da Luz, a partir do instante em que vocês não ajam mais como pessoa, mas como ser eterno, e esta ação não é uma ação ligada a uma intenção ou à vontade da vossa pessoa, mas ao reconhecimento real da ação da Luz.

Este reconhecimento não é uma compreensão, nem mesmo evidente, num primeiro tempo.

Porque, é claro, quando vos acontece algo de imprevisto, ou quando vos acontece algo que vos faz sofrer, quer seja no corpo ou num evento, ou numa situação, a primeira coisa que a pessoa quer fazer é, efetivamente, resolver a coisa.

Mas, hoje, vocês devem ir mais longe.

Não é mais, unicamente, a auto-cura, é a ação e a manifestação da Luz, em todos os setores da vossa vida.

E, se vocês não a veem com os vossos sentidos, com a vossa consciência, é por que, de momento, vocês ainda não deixaram manifestar o vosso ser interior, não a Luz, não o Amor, mas o masculino sagrado.

Isto junta-se, de algum modo, à ativação do que havia sido nomeado o décimo segundo corpo, vocês sabem, a Androgínia Primordial, a fusão dos hemisférios do cérebro e a fusão, também, do feminino e do masculino.

Tudo isto para, se o posso dizer, vos revestir com as vossas vestes de Eternidade, inteiramente, o que vos torna cada vez mais prontos para o Apelo de Maria.

É claro, muitos de vocês que vivem uma das Coroas ou a Onda da Vida de anos passados ou, ainda, o Canal Mariano, já vivem isto.

E vocês vão retorquir que é, justamente, porque vocês vivem isto que observam um aumento ou das dores, ou dos conflitos, ou das coisas que emergem, assim, em todos os setores da vossa vida, que são bastante fulgurantes, mas, como vocês constatam, se vocês não se interessam por isso com a vossa pessoa, mas com o que vocês são, em espírito e em verdade, vão desaparecer.

E, ao contrário, se vocês fazem voltar a atuar a vossa personagem, verão que isso não funciona.

Porque, aqui, o que vos é pedido é deixar sair o que vocês são.

Ele nasceu, o embrião espiritual, o corpo de Existência re-sintetizou-se ou veio do Sol, e está completamente aqui, presente.

E, mesmo que vocês não o percebam, todos os seres humanos no planeta, atualmente, quer queiram ou não, são obrigados a nutrir-se desta Luz, porque ela está em superabundância.

Então, é claro, ao nível das estruturas arcaicas, das estruturas que já estão mortas, se o posso dizer, elas mostram-vos com medo, tanto em vocês como por toda a parte ao vosso redor, o que vocês poderiam nomear de uma certa forma de loucura ou de agitação, que vos pode tomar, também, em alguns momentos, interiormente, o que vos faz, o que vos dá a impressão, ao invés disso, por vezes, de reviver coisas passadas ou de girar em círculo, mesmo que isso não dure anos ou meses.

Isso pode durar tempo suficiente para voltar a mergulhar-vos e destabilizar-vos na pessoa.

Mas isso, também, é a ação da Luz.

Isso quer dizer, simplesmente, que a pessoa não estava suficientemente transparente.

Isso quer dizer, também, que o feminino sagrado não terminou de trabalhar, se o posso dizer, na sua reunificação na Androginia Primordial.

A Lemniscata sagrada da Ascensão está pronta.

Vocês estão prontos.

A Terra está pronta, há muito tempo.

Os Arcanjos estão prontos.

Em suma, todo o Sistema Solar está pronto.

Mas, como você sabe, ninguém conhece a data.

Nem a Fonte, nem o Filho, nem nós, nem vocês, nem a Terra agora.

Ele, aliás, repetiu, como eu o disse no mês passado, que virá como um ladrão na noite.

Mas essa noite não é, necessariamente, a noite durante o seu sono.

Isto pode ser, também, no que é nomeada a noite escura da alma, para aqueles que têm a impressão de viver tormentos.

E é no momento em que vocês estiverem ocupados com outra coisa, seja a dormir, seja a conduzir um veículo, talvez, que vocês viverão essa vinda do ladrão na noite.

É o momento em que o último véu se rasga.

Vocês sabem, há anos, eu havia falado das três camadas isolantes no Sistema Solar, se vocês se lembram, ou eu vos remeto na memória: a heliosfera, a magnetosfera e a ionosfera, as três camadas isolantes ligadas à embarcação dos maus rapazes.

Tudo isso, se querem, está, agora, totalmente perfurado.

Miguel arou o céu, como ele disse, a Terra está rasgada por toda a parte, e seu corpo efémero pode, também, parecer estar desmembrado, doloroso.

Desmembrado entre uma espécie de permanência entre o efémero e o Eterno.

Vocês têm, sem parar, os dois que, agora, não estão mais separados.

Eles conjugam-se, eles casam-se, eles alquimizam-se.

E eles dão-vos a ver a realidade da Luz, não mais através de meditações, não mais através de protocolos – mesmo que vocês possam, sempre, fazê-los, à vossa vontade – não mais através de jejuns – mesmo que alguns de vocês tenham encontrado muitos benefícios.

Nada há de obrigatório.

O que é obrigatório, em contrapartida, e isto não é a vossa vontade, nem pessoal nem coletiva, é a Luz que entrou em manifestação.

Então, é claro, quando a Luz ilumina, o que aparece opaco vai, inicialmente, num primeiro tempo, ficar mais opaco, ainda mais visível pela iluminação da Luz.

É a mesma coisa, tanto em vocês como na sociedade.

Tudo o que estava escondido, como vocês veem, desvenda-se.

Vocês têm, todos os dias, revelações, por toda a parte, tanto em vocês como no vosso exterior.

E é através dessas revelações, por vezes, dolorosas, que a Luz sulca um caminho, não mais no sentido de aglutinação em vocês, não mais pelas Portas, não mais pelos chacras, não mais pela Onda do Éter ou o Canal Mariano, mas, diretamente, na vossa vida mais simples, para que tudo fique leve, mesmo que vos pareça mais pesado.

São, verdadeiramente, eu diria, as primícias, eu já o havia dito no ano passado, mas eu o repito este ano, o belo mês de Maio.

Porque o mês de Maio é, também, o mês de Maria.

O mês de Abril, que começa, é o mês, se querem, no qual tudo isto se vai aperfeiçoar.

Vocês arriscam assistir, na Terra, a sismos cada vez mais importantes, movimentos de água, movimentos elementares, portanto, cada vez mais virulentos no interior de vocês, uma vez que, agora, Miguel trabalhou, perfeitamente, eu diria, na sua espécie de ato final, de perfurar a totalidade das bainhas isolantes do Sistema Solar e do planeta Terra, e ao redor de toda a Terra.

É o que explica os meteoritos cada vez mais importantes, que precedem a chegada do Apelo de Maria e Daquele que vem como um ladrão na noite.

Tudo isto pode produzir-se, doravante, não importa em que momento.

É neste sentido que é preciso ter-se pronto.

Isto necessita não de uma preparação, de ter-se pronto.

Ter-se pronto, isto necessita, sobretudo, de ver claramente.

Aceitar que, por momentos, são, ainda, os hábitos que vos governam.

Aceitar que, por momentos, é, ainda, o seu corpo que comanda.

Aceitar, também, ainda, por momentos, que há regras, ligadas a este mundo, da sociabilidade, se o posso dizer, que são, ainda, restritivas ou, mesmo, cada vez mais restritivas, conforme os países.

Porque vocês sabem, o que tem medo de morrer é o ego, o que tem medo de morrer é o efémero, porque ele não conhece a Eternidade.

Ora, a Eternidade é omnipresente agora.

Então, é claro, se você não o vê, se você não o vive, se você está num período mais sombrio, eu diria, diga-se que é, simplesmente, a iluminação ainda mais violenta da Luz.

Eu havia dito, na época: o que foi colocado sob o tapete.

Depois, não havia mais tapete, em seguida, não houve mais cadeira e, agora, vocês constatam que não há mais pessoa, mesmo que os conflitos de pessoas tomem, por vezes, uma acuidade desmesurada para coisas que valem a pena, diríamos, no sentido da pessoa, ou coisas que não valem a pena.

A Luz não faz diferença, porque a Luz é Una e inteira, e indivisível, e é o que você é, mesmo que lhe pareça, ainda, estar dividido, consigo mesmo, com o outro, com as situações, com os eventos do mundo.

Dê-se conta de que tudo isso é feito para permitir à Luz, no masculino sagrado, emanar de si, sem qualquer esforço, sem qualquer vontade, sem outro estado que não o de ser livre da pessoa, ou seja, de estar no Coração do Coração.

O que quer dizer que o Coração do Coração, que você vive, certamente, por experiências, sozinho, aqui ou algures, em momentos de alinhamento, em momentos que você escolhe ou que não escolhe, é chamado, verdadeiramente, a dissolver, cada vez mais, o que pode, ainda, fazer sombra.

Não se ocupe da sombra.

Não se ocupe da sua pessoa.

Cresça, cada vez mais, na Luz, não pela vontade, mas, justamente, pelo desaparecimento da pessoa, e viva o que você tem a viver.

Se isto deve fazer-se pela Inteligência da Luz, tudo será ainda mais iminente, imediato e facilitado e, se é contrário à Luz, é muito simples: isso se tornará cada vez mais difícil.

Quer seja para o seu corpo, qualquer que seja a sua idade, para as coisas, para as situações ou para todas as relações, como para todos os sistemas da sociedade.

Você vê isso, todos os dias.

Então, o que fazer?

É claro, você tem necessidade, sempre, de fazer coisas.

Enquanto se está vivo neste mundo, não se pode permanecer como, por exemplo, Ma Ananda Moyi, durante três anos, quatro anos assim, sem se mover.

Mesmo que você pudesse fazê-lo e tivesse a capacidade, não pela vontade, porque não é uma questão de vontade, eu não penso que a Luz o chame para isso.

Ela chama-o para permanecer tranquilo na pessoa, para deixar entrar, inteiramente, em manifestação visível e perceptível, o Espírito de Verdade, o Espírito do Sol, o Espírito de Cristo.

É isto que se está a jogar agora, mesmo que você não o veja.

E, sobretudo, não se queixe.

Se lhe acontece ter um humor deplorável, se lhe acontece viver, neste período, um conflito, quer seja um divórcio, quer seja uma contrariedade ou um grande evento, atravesse isso.

Vá além de tudo o que lhe pode parecer inteligível, para que a Inteligência da Luz entre em ação, independentemente da sua intenção e da sua atenção.

É a melhor prova que você pode fornecer, a si mesmo, da Inteligência da Luz, da sua Liberdade e da sua Ascensão.

Então, é claro, isto necessita estar plenamente presente.

Eu sei que, entre vocês, há os que recomeçam a viver coisas na natureza ou connosco que são muito, não destabilizadoras, mas invasivas, que não deixam mais lugar para este mundo.

Por exemplo, você tem uma visão, você comunica-se com um silfo, um dragão, um duende, um gnomo, o que você quiser, ou com um irmão ou uma irmã e, de repente, o mundo desapareceu.

Você vê que os seus sentidos, a visão, o tato, o olfato, a audição, todos os sentidos e toda a própria consciência se encontram como mergulhados, de algum modo, na Luz.

E, na Luz, os sentidos para nada mais servem.

E isso pode incomodá-lo, efetivamente, nas coisas quotidianas, mas você vai habituar-se, se já não foi feito, muito, muito rapidamente a isso e a ver a ação de Graça e o estado de Graça em ação neste mundo, não mais, unicamente, para si ou para os irmãos e as irmãs que estão conectados ao coração, ou ao Espírito, mas, realmente, em todas as circunstâncias das vossas vidas e, sobretudo, eu diria, em tudo o que pode parecer-lhe, ainda – à primeira vista, aquela da pessoa – como ilusório ou como falsificado, tudo isso tem uma razão de ser.

Se você confia na Luz – e é, aliás, um problema de confiança, inteiramente confiança na Luz – então, a Luz entrará em ação por si mesma, em todas as situações das vossas vidas.

Você pôde experimentar isto, alguns de vocês, no processo da auto-cura.

E, depois, você constatou, também, que, por vezes, havia uma amplitude da perturbação ou do traumatismo que era vivido, que se fazia mais intenso; isso era possível também.

É preciso atravessar isso, também.

Vá além disso e deixe, realmente, a Inteligência da Luz manifestar-se, e a Graça abundará na sua vida e mais você estará em paz, ou seja, a paz não pode depender e não dependerá mais, absolutamente, de qualquer circunstância exterior.

 

 

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